“A única coisa que me conforta é saber que quando Lula morrer, haverão dois caixões: o dele e o do PT”

Essa jogada política, moeda de troca em que Pernambuco e Paulo Câmara foram decisivos, joga as eleições em extremos: temos o candidato do sistema e da continuidade (Geraldo Alckmin), o candidato do “ninguém sabe no que vai dar estar merda” (Bolsonaro) e Dilma 2.0, algum outro poste qualquer indicado por Lula.

De novo, esticando uma tradição de 20 anos, vamos caminhando pra PT x PSDB, e enquanto isso o país inteiro vai pro buraco, porque foram ambos governos que não enfrentaram os reais problemas e ficaram surfando em ondas de populismo. Ninguém aguenta mais essa polarização, o Brasil é maior que isso e merece ser discutido.

Isso sem acreditar que Bolsonaro vai decolar por pura incapacidade política e intelectual. Minha crítica a ele não é a padrão (misógino, racista e homofóbico). Talvez ele seja, mas existem questões mais importantes para alguém que pretende presidir o Brasil: ECONOMIA, industrialização, geração de empregos, aumento da formação bruta de capital doméstico, e mais uma penca de coisas que muita gente não se dedica a entender e sai repetindo frase de efeito, como se fosse resolver o problema que sequer entendeu a origem.

É chato política, né? Chato mesmo é querer democracia e não se dar o trabalho de pesquisar, estudar candidatos e propostas, e depois querer viver num paraíso. Não vai acontecer, meu querido. Povo que não quer votar direito, não merece democracia. Vão pra China! Lá eles não precisam escolher nada, vem tudo pronto do governo, e em breve será a nação mais rica do mundo. Fica a dica aí!

A única coisa que me conforta é saber que quando Lula morrer, haverão dois caixões: o dele e o do PT.

Fica, mais do que nunca, a esperança nos debates. O projeto de Ciro Gomes, que já me dediquei a estudar por centenas de horas, desde 2016, é de longe o melhor projeto político pro Brasil moderno que nós queremos. Quem achar que não, porque ele fala meia dúzia de besteiras por aí (sequestrar Lula, bala na PF e coisas do gênero), sinto informar: você caiu como um patinho. Eles querem demonizar o carteiro para que você não leia a carta. Leia a “carta”, junte Tico com Teco e vai chegar a mesma conclusão: Ciro Presidente!

Por Morghan Pontes

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PRÉ CANDIDATO ESTADUAL MIKHAIL RESPONDE NOTA DA COLUNA POLÍTICA DO SITE

1- Bezerros é um cidade importante em nossa região. Ela está as margens da BR 232, e geograficamente localizada em um eixo que nos liga a cidades como Sairé, Camocim, Bonito, Barra, São Joaquim, Riacho das Almas, Cumaru. Ou seja, estamos no centro de uma microrregião que não tem um representante legítimo na ALEPE.

2- A escolha do meu nome para a disputa de 2018 ao cargo de deputado estadual nasceu de um debate coletivo dentro do partido e em diálogo com a direção estadual do mesmo. Para tanto foram analisados alguns requisitos que fizeram com que chegássemos ao meu nome.

3- Nossa candidatura tem interesse em discutir os problemas da cidade e trazer soluções efetivas e em conjunto com a população. Não fazemos política por brincadeira, nem para ganhar dinheiro, tampouco para enganar nossa gente. Assim sempre foi a nossa forma de fazer política.

4- Nossa candidatura está do lado de LULA e do povo brasileiro. Portanto julgamos que em Bezerros nós somos a única candidatura que representa este posicionamento, uma vez que fomos as ruas contra o Impeachment da presidenta Dilma e somos a favor da Liberdade de Lula.

5- O PC do B resolveu não apoiar nenhuma das demais pré- candidaturas de Bezerros por entender que elas não representam o verdadeiro sentimento da população brasileira e estarem situadas de forma contrária aos avanços que a população brasileira teve nos últimos 14 anos.

6- O PC do B não fará coligação para deputado estadual. Montamos nossa própria chapa, com 72 pré-candidatos, o que nos oferece uma oportunidade de voltarmos a ocupar assentos na Assembleia. Nosso projeto tem a possibilidade de eleger uma bancada de até 4 ou 5 deputados estaduais, uma vez que acreditamos que o ex- prefeito de Recife, João Paulo, seja o nosso puxador de votos, o que nos garante a certeza de voltar a ALEPE e também de eleger novos quadros em nosso Estado.

7- Portanto acreditamos que possamos conquistar esse espaço com uma média de 20 mil votos, uma vez que nosso partido atualmente não tem deputados eleitos, o que facilita ainda mais as nossas candidaturas.

8- É nesse sentimento de retomada dos avanços em Pernambuco e no Brasil que nos apresentaremos ao povo de Bezerros. Na defesa de um Estado mais forte, de um Brasil com soberania nacional e na defesa de LULA livre.

Vamos à luta!

Cordialmente,

MIKHAIL GORBACHIOV

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Coluna Voz Política: Os pré – candidatos da “TERRA”

Pré – candidatos a deputado estadual de Bezerros/PE

Bem vindo leitor, a coluna Voz Política está de volta ao Bezerros Hoje todas quartas – feira trazendo informações e opiniões a respeito do cenário político.

“seremos melhores quando entendermos que crescemos nas divergências, ninguém pode ser o dono da verdade nem muito menos usar do radicalismo e intolerância para impor um único jeito de pensar” Erickson Claudino

Gabeira PP – Em ascensão  o vereador eleito por dois mandatos lançou sua pré – campanha no último sábado (28) na câmara dos vereadores frente a um bom público, demonstrando competitividade na busca pela vaga na Alepe. Gabeira tem consolidado uma popularidade diante da expressão de vereador atuante e deverá potencializar em votos a alta aceitação de seu nome que há mais de um ano foi colocado na disputa para deputado estadual dobrando com Eriberto Medeiros.

Lucielle Laurentino DEM – Uma jovem novidade no cenário político do município, porém com raízes da família em cargos eletivos, também lançou sua pré – campanha em um salão comercial de Jarbas ao lado de Armando e Mendonça, apresentou Vinicius Mendonça como seu deputado federal e durante todo o evento a pauta educação foi defendida como a verdadeira transformação na vida das pessoas.

Neguinho de Israel  AVANTE – Ex vereador foi candidato a vice – prefeito em 2012  quando não obteve sucesso, em 2016 obteve mais de 10 mil votos como candidato a prefeito, mas foi derrotado pelo atual prefeito Branquinho. Agora lança a pré – candidatura à deputado estadual dando sustentação a campanha de Armando Monteiro, querido e popular Neguinho de Israel  buscará repetir ou ampliar a votação conquistada há dois anos atrás.

Bala PSL – Candidato por duas vezes a vereador obtendo 65 e 115 votos respectivamente, lançou a pré – candidatura para deputado estadual na intenção de sustentar o palanque do presidenciável Jair Bolsonaro, Bala tem andado pela a cidade e sempre registrado em fotos possíveis adesões a sua postulação, após o registro deverá caminhar pelas ruas em campanha.

Mikhail Gobarchiov PCdoB – Forte nome do partido no município que já concorreu ao cargo de  vereador em 2012, porém não foi eleito apresentará o deputado federal Renildo Calheiros, até agora o único nome a defender claramente a reeleição de Paulo Câmara. Quanto a sua pré – candidatura ela representa o resgate do protagonismo do partido na política local que já contou com vereador e vice – prefeito eleito, representando um eleitor inclinado a esquerda visto a postulação da  presidenciável Manuela Dávila.

Breve análise dos pré – candidatos – Gabeira e Lucielle demostraram que partirão com tudo em busca do eleitor  mediante suas ideias e propostas, a vantagem inicial  no processo se dá para o vereador Gabeira que está mais próximo do povo a mais tempo devido seu mandato, considerado um dos mais atuantes seu nome já é conhecido na cidade e na zona rural principalmente pelos posicionamentos nas redes sociais, Lucielle chega muito bem no processo, talvez políticos mais antigos jamais conseguisse chegar como ela o fez marcando espaço, com independência, esbanjando liderança. Neguinho de Israel, Mikhail Gobarchiov e Bala precisaram surtir no eleitor competitividade, o que deve acontecer em breve após o registro de candidatura.

 

A oposição a Paulo Câmara em Bezerros surgiu no último domingo (29) em uma reunião que marcou  sustentação da campanha de Armando Monteiro PTB, Bete de Dael, Marco Pontes, Neguinho de Israel e Cleber Maranhão  assumiram a frente do “Pernambuco vai Mudar” em Bezerros.

O presidente da Câmara Caca PSD declarou que não votará em nenhum candidato à deputado estadual da terra e seguirá com o estadual Waldemar Borges PSB e o federal André de Paula PSD. “Não atrapalharei ninguém como nunca o fiz”.

Novos empreendimentos em Bezerros com empregos diretos, após reunião o secretário de Governo Josevânio de Miranda e o procurador Marcos Bahié informaram a implantação da Roma Jeans com investimento inicial de 70 milhões e 170 empregos diretos.

A Direita Bezerros que apoia Bolsonaro não apoiará o pré candidato Bala PSL em Bezerros, o grupo apresentará dois nomes da cidade de Caruaru que passará em entrevista na TV Imprensa.

Vereador Junior Carvalho pega embalo na onda conservadora e lança nota de repúdio a peça que gerou polêmica no FIG 2018, “O Evangelho Segundo Jesus, A Rainha do Céu”

Aos sábados os leitores contaram  com a “Coluna De Olho nos Fatos políticos de Bezerros” que será publicada no PH Bezerros  e contará com uma charge semanalmente com a intenção de informar e divertir a leitura dos fatos políticos.

Por Erickson Claudino 01/08/2018 – Para respostas, sugestões e críticas enviar para o e-mail ericksonclaudinno@gmail.com. Grato e até a próxima quarta na Coluna Voz Política.

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Celebrar o Orgulho LGBTI é um ato político. Hoje, 28 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT

Em um post que fiz hoje em meu Instagram, enfatizei o real significado da palavra Orgulho neste contexto.

O Stonewall Inn, em setembro de 1969. A placa na janela diz: “Nós, homossexuais, advogamos, com nossa comunidade, a manutenção da conduta pacífica e calma nas ruas do Village—Mattachine.

“Dizer que tenho orgulho no dia de hoje não é impor que sou melhor que os outros, mas sim responder a todos que disseram, durante anos, que eu deveria sentir vergonha de ser quem sou. Não, eu não sinto vergonha. Sou gay, sou feliz e é isso que importa.”

O Orgulho LGBT, esse com ‘o’ maiúsculo, nasce ‘Pride’, em inglês, há 49 anos, na resistência à violência contra a população homossexual e não-binária. Em 28 de junho de 1969, a polícia de Nova York faria mais uma batida no famoso bar gay da cidade, o Stonewall Inn. Mas aquela não seria uma noite qualquer de opressão e mudaria para sempre a história do movimento por direitos LGBT. Gays, lésbicas e travestis que frequentavam o local resistiram e se rebelaram contra a ação policial. A reação deu início a uma série de protestos pelo fim da discriminação com base em orientação sexual e em identidade de gênero que culminaram na primeira marcha do Orgulho, exatamente um ano depois.
Quase 50 anos após Stonewall, muita coisa mudou para a população LGBT no mundo, mas ainda há um longo caminho pela frente. O Grupo Gay da Bahia (GGB) é responsável por um dos levantamentos mais importantes sobre violência contra gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans no Brasil. Há 38 anos o grupo monitora o número de assassinatos e suicídios motivados pela LGBTfobia. A pesquisa mais recente mostrou que um LGBT morreu por causa do preconceito a cada 19 horas no país em 2017. Das 445 pessoas mortas no ano passado, 194 eram gays, 191 eram pessoas trans, 43 eram lésbicas e cinco eram bissexuais.

Trazendo esse contexto a nossa realidade, vivenciando na pele todo preconceito que existe e as imposições feitas pelos padrões heteronormativos, ficamos diante de uma cruel realidade. Ainda de acordo com o Grupo Gay da Bahia, Pernambuco está na 6ª posição no ranking dos estados mais violentos para os LGBTs, com 27 casos de homicídios.

O Stonewall, um bar em parte do prédio onde o Stonewall Inn funcionou um dia. O prédio e as ruas circundantes foram declarados Marco Histórico Nacional.

Contudo, a violência não está apenas nas ruas. Ela está nas escolas, quando há uma falta de preparação dos professores de como abordar o tema, visto que tem uma longa batalha nas leis para que esse assunto seja discutido em sala de aula; a falta de preparação das famílias, que por diversos fatores, maltratam e desprezam seus próprios filhos que em casos extremos de violência psicológica, chegam a cometer suicídio. O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo.

Já sofri preconceitos de diversas formas, mas ao mesmo tempo que as pessoas me discriminaram, perceberam que a minha Orientação sexual, nada diminui e nem interfere em meu caráter e dignidade. Não só a mim, mas como a todos os LGBTs. Bezerros ainda não tem nenhum projeto específico para esse público e fico no desejo de poder firmar parcerias com pesquisadores, ativistas, dirigentes partidários, gestores públicos, redes, organizações governamentais, comunicadores e empresários para desenvolver projetos de assistência social para essas famílias que estão necessitando de um olhar mais digno e humanitário. Sigo a luta, ainda tímida mas sinalizando que essa pauta tem que ser discutida por todos. Igualdade. Lutemos!

João Inácio dos Santos (João Neto)

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Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão

Com a semana marcada pela paralisação dos caminhoneiros, a sociedade brasileira demonstrou de certa forma, em sua grande maioria, apoiar o movimento. Muitos se solidarizavam acreditando que a pauta apresentada pelos trabalhadores das estradas incidiria diretamente no preço da gasolina, e não apenas no diesel. Outros, apoiando por se tratar de mais uma categoria que sofre assim como as demais, e não tem seus anseios sequer escutados.
Para além das motivações que levaram uns e outros a apoiar ou não a paralisação, alguns apontamentos merecem ser piamente analisados. Um deles é certamente a existência ou não do chamado “locaute”- paralisação forjada pelos donos das transportadoras-; e o outro, o comportamento adotado pela grande mídia (leia-se: Globo, mas também Record e Bandeirantes).
Quanto ao locaute, acredito que possa ter ocorrido, mas não na totalidade do movimento. Mas algumas transportadoras podem ter se aproveitado para tentar barganhar algo para o próprio umbigo. E isso pra mim fica um tanto mais evidente quando o governo negocia com uma parte, mas não atende a todos. Quem nos garante que o locaute e o governo não pactuaram juntos para depois tentar depreciar a luta legítima dos caminhoneiros autônomos?
O que me faz pensar desta forma é a postura adotada de repressão com as Forças de segurança Nacional por parte do Temer, bem como o comportamento da mídia que inicialmente se mostrava favorável ao movimento e tecia comentários de apoio, e tão logo o governo diz negociar, a mesma mídia começa a tratar a paralisação como algo que só trará negatividades a vida da população brasileira, sem sequer mostrar que aqueles trabalhadores também sofrem juntamente com toda essa população e que estão legitimamente acampando bandeiras que acometem a uma categoria.
A pactualização entre governo golpista, mídia golpista e o locaute poderia sim ser o verdadeiro crime contra toda a população brasileira neste momento. Mas a população parece estar atenta e ciente do buraco que nos meteram. Independente das análises mais acertadas ou mais equivocadas sabemos hoje que o sistema está falido e que a estratégia de privatização da Petrobras é o ocasionador de muitas das coisas que temos experienciado nesta semana.
O momento é de pôr na ordem do dia o debate sobre a o Pré-sal, a Petrobras e sua política, mas também de pautar outras bandeiras que vão além da pauta iniciada pelos caminhoneiros, como: Educação, saúde, Reforma Trabalhista e da Previdência e etc. também é hora de avaliarmos como a mídia nos trata querendo nos colocar contra nós mesmos. É hora de refletir sobre tudo e muita coisa. Quem sabe dessa vez a população não exerça minimamente seu papel de cidadania e lute por um país menos escamoteador de sonhos e anseios dos seus.

Mikhail Gorbachiov é Cientista Social pela UFPE

Último artigo publicado:  Uma tragédia que poderia ser prevenida

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DEMÔNIOS NÃO DORMEM

O tom de voz de Temer demonstra uma de suas principais características: a empáfia. Mas vamos combinar que o “The Mônio” consegue ser eficiente quando quer. Desta vez, trocou as cartas – como qualquer ilusionista experiente, quiçá especialista em contabilidade criativa, consegue fazer – e nos cobrou o blefe.

Por falar nisso, eu tô quase acreditando que “a crise que parou o Brasil não parou Pernambuco”, como diz o mote da campanha publicitária do Governo do Estado, que “coincide” com o ano eleitoral.

Até um dia desses, o argumento da crise era bastante convincente. Só pra nossas bandas, não temos estrada de Sapucarana ou teleférico, nem água em Encruzilhada. Além disso, não há investimento (eu me refiro a investimento) em segurança e saúde, a pretexto da redução de arrecadação e dos altos custos da máquina pesada, desafios que ele, como um mártir, resolveu tomar para si.

Porém, a julgar pelo número de vezes só na TV que passa esse comercial, embutido num aumento aproximado em 3 anos de 35% em gastos com uma publicidade sem dúvida muito eficiente (tanto é que eu até já memorizei o texto), reduzir o ICMS do Estado – para quaisquer setores que nossa imaginação possa alcançar – seria fichinha para Paulo Câmara.

O cara conseguiu trocar a frota de veículos do Judiciário em plena “greve” (“ah, mas é Lockout e já há isenção de ICMS para as empresas de transporte público”; “mas eu consegui 1 milhão de litros de combustível que negociei em sigilo – e sabe lá Deus como – em pleno estado de emergência”…), e comprar até flores e crustáceos para o Gabinete em volume recorde!

Mas vamos trabalhar, porque ainda não pagamos todo o nosso volume médio de impostos, que equivalem a 5 meses completos de salário, enquanto, para alguns, ele ainda existe. Amanhã cobrarão através de MP do povo, como sempre, porque o Brás, definitivamente, não é para iniciantes e demônios não dormem.

Janaina Pereira é Administradora
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“Governo Temer: na lona vai a nocaute outra vez”

O (des)governo Temer não tem freios morais para buscar o aumento de tributos, incompatíveis com o altíssimo índice de desemprego. Há pouco tempo, puniu a todos com a alta nos impostos sobre os combustíveis, comprometendo todo o sistema produtivo e o cotidiano dos cidadãos.

De outro lado, desde julho de 2017, houve mudança na política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras (empresa mais valiosa do país) priorizando o lucro de empresas estrangeiras e dos grandes acionistas. Desde então, os preços da gasolina e do diesel estão sendo alterados, às vezes, de um dia para o outro.

Outras consequências dessa política é a redução da produção nas nossas refinarias para aumentar a exportação do petróleo bruto, que privilegia o mercado externo e não o nacional. Lembrando que esse petróleo volta para o Brasil refinado e bem mais caro.

A paralisação dos caminhoneiros nasceu do descontentamento real de autônomos com os aumentos do diesel que leva a aumentos no custo do frete e reduz a margem que fica para o caminhoneiro, mas também atinge as famílias brasileiras em itens tão ou mais relevantes para a vida do país quanto o diesel: a gasolina e o gás de cozinha.

O Palácio do Planalto, porém, não pode ser acusado de ter sido surpreendido. Recebeu avisos de entidades representativas da categoria do setor pedindo reunião emergencial e informando sobre a grave crise que afeta o setor. Mas preferiu, como sempre, ignorar.

Após uma frustrada tentativa de acordo, o presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta sexta-feira (25) que vai empregar as forças federais, a Polícia Rodoviária Federal, em ação conjunta com as polícias militares dos estados, para liberar as estradas do país, bloqueadas há cinco dias pela greve dos caminhoneiros em protesto contra a alta no preço do diesel.

Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.

O problema é que mexer com as causas é, em qualquer circunstância, é comprar briga com o mercado, o poder econômico, a velha política. É mexer em estruturas antigas de desigualdade. Coisa que Temer não faz, pois foram eles que o colocaram lá. É mais fácil comprar guerra contra um país.

É fato que o governo não possui políticas claras para aumentar a eficiência do Estado, notadamente em áreas fundamentais como educação, saúde e segurança.

O bolso do cidadão deveria ser sempre a última opção dos gestores. Em vez de tirar mais dinheiro do povo, o governo deveria gastar melhor os expressivos recursos que arrecada, combatendo a corrupção e a ineficiência.

Enquanto o Estado for gerido para beneficiar aliados políticos em detrimento das boas práticas, não haverá solução para os problemas que hoje fazem o Brasil menor do que deveria.

Eládio Fonseca – Advogado

Último artigo publicado: Triste fim…

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Bezerros mais uma vez está de parabéns

Um dos seus ilustres filhos – Dr. José FABRÍCIO Silva de Lima – acaba de ser nomeado pelo Governador do Estado de Pernambuco para o cargo Defensor Público-Geral do Estado de Pernambuco para o biênio 2018/2020.

O novo dirigente da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco havia sido o mais votado na eleição que definiu a lista tríplice para o cargo, realizada pelos integrantes da Defensoria Pública Estadual.

O ato do Governador deverá ser publicado amanhã e o novo Defensor-Geral terá o prazo de 30 dias para tomar posse.

Todos estamos muito felizes. Parabéns meu querido amigo Dr. Fabrício. Votos de muito sucesso!

Paulo Alves- Advogado
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Somos seres políticos!

Houve um tempo que eu pensei que só estaria “preparada” pra entrar em um debate político depois de ter lido os grandes teóricos da política, que só saberia me expressar depois que tivesse uma carga intensa de leitura. Esperei ansiosamente pelo dia em que eu pudesse cumprir todo o meu plano de estudo e leitura sobre política e temas afins, só que esse dia não chegou.

Hoje, alguns anos depois de pensar dessa forma e de buscar essa completude, percebo que esse dia nunca chegará, que o tempo não espera a gente se “preparar” teoricamente e que sempre haverá uma obra importante que ainda não foi lida. Isso não me deixou desesperada, pois encontrei em Paulo Freire o entendimento de que somos seres inconclusos e inacabados. De tal forma, hoje consigo ter consciência sobre esse inacabamento e percebo que o que diz quem sou não são apenas os livros que li, mas sobretudo as minhas vivências, toda bagagem  que tenho como ser político que sou, desde a fila do pão até a ato no Senado, tudo foi e continua sendo aprendizado que não se encontra em nenhuma biblioteca.

 Esse aprendizado mora na práxis, na vivência e experiência real daquilo que se tenta teorizar.  Depois de ter me dado conta disso, sinto ainda mais latente a necessidade de continuar minhas leituras e estudos de forma ainda mais assídua, mas também sinto de forma visceral e crucial a necessidade de ir pra rua, conversar com as pessoas, ler e debater, construir minha base coletivamente e não e não apenas lendo trancada no meu quarto.  O real sentido do conhecimento é ser construído coletivamente. Somos seres inconclusos, mas também somos seres políticos.

Luiza Melo, 20 anos, estudante de Terapia Ocupacional, UFPE.  Feminista, atuante do Movimento Estudantil e em projetos sociais de Sapucarana-Bezerros-PE.

Último artigo publicado: SapuCultura na folia com a EMIRB

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Bora falar de MC Loma

Bora falar de MC Loma. 15 anos, vinda do Bairro de Prazeres em Jaboatão dos Guararapes, da periferia da Região Metropolitana de Recife. Uma menina que não apela pra questões relativas a beleza física (nada contra quem o faz), com uma auto-estima e pensamento crítico incomum pra idade dela, que responde racista de cima da sua autoridade de ser humano e que nunca sucumbiu ao bullying que sofreu sua vida toda, conforme ela mesma relata. Hoje ela soltou que sempre teve o sonho de cantar, mas que Deus não deu esse dom a ela e que ela decidiu então fazer as pessoas sorrirem com seu jeito, com sua dança, com suas melhores amigas. Que humildade incomum pra quem mobilizou milhões de internautas e a maior festa popular do país, o carnaval, com 15 anos de idade. Ela disse ainda que não canta com as cordas vocais, mas com o coração e que se ela conseguir despertar um sorriso em alguém, já estará feliz. Velho, ela nasceu na copa de 2002, ela só tem 15 anos. Tu acha que eu vou me importar com a afinação dela? Se ela subtonou? Existem coisas mais importantes que a técnica. Arte e música não são receitas de bolo, não existem limites, são atos políticos tbm. Eu sou fã de Chico Buarque e Science, Gil, Caetano, Dorgival Dantas, Acioly Neto, Patativa do Assaré, e MC Loma e tantos outros. Todos cabem na mesma frase, a gente fala tanto de preconceito mas o preconceito tá dentro da gente.

João Carlos (facebook)

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SapuCultura na folia com a EMIRB

A cultura contribui fortemente para compreender, reproduzir e transformar a estrutura social da sociedade, sendo um fenômeno dinâmico que é (re)construído e modificado a cada geração. Dentro desse espectro cultural a arte ganha destaque como uma forte forma de expressão, oportunizando a representação das classes mais populares e o sentimento de pertencimento através de ferramentas artísticas como a música e a dança. Como marco de festividade cultural e artística do Brasil o carnaval tem um incomparável destaque, sendo uma verdadeira colcha de retalhos onde várias cores e culturas se unem em uma só bloco. Nas diferentes regiões brasileiras o carnaval é vivido de maneira peculiar dentro da pluralidade e diversidade brasileira.  Em Pernambuco não é diferente, um estado que respira carnaval com frevo e o Maracatu na região metropolitana, além das diversas festividades carnavalescas que se encontram nas outras macrorregiões do estado.

Ao falar sobre a região do Agreste a Terra do Papangu é parada obrigatória no carnaval Pernambucano. As fantasias e famosas máscaras são símbolos de encontros e de celebração das diferenças. O Carnaval é símbolo de cultura que vem do povo e que é feita com o povo, que em Bezerros tem sua marca com os famosos Papangus, os quais existem diversas histórias que contam o seu surgimento. Quer tenha sido para comer angu, para o negro entrar na casa grande ou para ir a casa de amigos sem ser reconhecido, há uma coisa em comum entre essas histórias que é a presença do anonimato e a necessidade de se despir dos rótulos para se tornar um anônimo. Assim como conta a versão que diz que os escravos se vestiam da cabeça aos pés para ter acesso a casa grande e comerem o angu, participar dos bailes e , sobretudo, serem tratados como gente.
Como foi colocado no inicio a cultura não é estática, logo a cultura do Papangu nem sempre foi como é. As máscaras foram se modificando com o tempo, o angu já não é a comida típica da nossa época, a escravidão teoricamente não mais existe, mas ainda assim a necessidade de ser visto sem rótulos ainda é presente, sem falar na importância de estimular a cultura dentro da região. Com base nisso, o SapuCultura que é um projeto que se propõe a contribuir para o crescimento cultural e social do distrito de Sapucarana-Bezerros-PE realizou oficinas de máscaras de Papangu na semana pré carnaval com 80 crianças do 4º e 5º da Escola Municipal Intermediária Rufina Borba com apoio de oficineiros da Associação de Artesãos de Bezerros, além de ter trabalhado a hstória de Papangu com as crianças. Também foi realizado um bloco de Papangus e homenagem a escola da Rocinha que esse ano prestigiou J Borges.  Dessa maneira, as ruas de Sapucarana tiveram contato com a Cultura do Papangu expressa nos rostos das crianças como resultado de uma ação coletiva em prol da comunidade e da cultura.

Luiza Melo é estudante de Terapia Ocupacional, UFPE. Feminista, atuante do Movimento Estudantil e em projetos sociais de Sapucarana-Bezerros-PE.

Último artigo publicado: A terra é nossa! Ocupe-a!

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Uma tragédia que poderia ser prevenida

Nossa cidade esta semana foi o centro das atenções por conta dos estragos causados pela chuva que caiu. Inúmeras pessoas de outras cidades através das redes sociais demonstraram preocupação e solidariedade com os bezerrenses. 
A chuva como sempre foi bem vinda. O que realmente foi desagradável foi a infelicidade, de muitos moradores do popular bairro do salgado, que acabaram por ter seus imóveis verdadeiramente arrasados e destruídos com a força e volume das águas.
Nosso centro da cidade mais uma vez se mostrou intransitável e totalmente alagado.
Moradores da Gameleira e Asa Branca também se viram a retirar lama e pedregulhos que se amontoavam nas ruas no pós-chuva.
A chuva veio e serviu para mostrar que todos devemos ser menos negligentes com algumas questões. Para aqueles que se depararam com goteiras em suas casas, o outro dia foi dedicado a reparar o telhado; para aqueles que não sofreram tanto, foi o dia de solidarizar-se, coisa que costumeiramente só acontece nas tragédias. Porém, os acometidos pela tragédia de terem suas casas destruídas, e que estão tendo de recomeçar a vida mais uma vez foram vitimas não das águas da chuva, mas sim, da falta de planejamento urbano que nossa querida cidade sofre há anos.
Por mais que alguns órgãos da prefeitura e algumas figuras que intentam ganhar visibilidade em cima da tragedia alheia queiram demonstrar sua total atenção neste delicado momento, não podemos nos esquivar de refletir que tudo isso poderia ser evitado.
O desordenamento urbano; a falta de planejamento; a não conclusão de obras jurássicas, como a do canal do salgado e o mapeamento e contingenciamento de zonas de moradia de risco poderia ter mitigado ou ate evitado que tivéssemos tanto estrago.
Mais uma vez a ação humana causa estrago e a negligência por parte de governos não fazerem nada para mudar situações. E acabam acontecendo tragedias como essa, que vitimizam pessoas inocentes,por terem ações totalmente negligenciadas pelos entes públicos.
De tudo que aconteceu fica a esperança. Esperança pra quem recomeça; e a esperança de que nossos governantes sejam mais prudentes e como se diz no dito popular: “que gritem por São Bento antes que a cobra morda”.

Último artigo publicado: E você, quer correr no escuro

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Triste fim…

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que encerra seu mandato em setembro, abriu nesta quinta-feira (1º) os trabalhos do Judiciário em 2018, com um discurso repleto de frase de efeito, voluntarismo moralistas e recados aos seus críticos que, segundo ela, atentam contra as instituições judiciais.
Difícil engolir esse discurso, ainda mais vindo de quem constantemente “joga para a plateia”.
Na noite anterior, em jantar com empresários e jornalistas, em famoso restaurante de Brasília, a ministra não teve o mesmo pudor de seu solilóquio inaugural.
No encontro, Cármen Lúcia pôde ter conversas próximas com os convidados, entre eles, presidentes de empresas como a Shell, Siemens e Souza Cruz. Empresas que, por acaso, possuem casos importantíssimos na pauta do Supremo Tribunal Federal, julgamentos estes que podem afetar sobremaneira seus negócios.
Sabendo que essas empresas têm inúmeros interesses em pauta no Judiciário, a presidenta deveriam ter “desconfiomêtro” para ver que boa coisa não se extrai de um encontro desses. Aliás, espera-se que a ministra não se dê por impedida nas causas das empresas que tinham assento na festança. Caso contrário, aí sim se dirá: aí tem coisa.
Este não é um caso isolado. Ainda na em maio do ano passado, em meio às sucessivas manobras para aprovação da Reforma Trabalhista, a Presidente do Supremo julgou apropriado se reunir apenas com empresários representantes de grandes corporações para “discutir” os direitos trabalhistas. Dentre os participantes, estavam os diretores da Rede Globo, do Itaú, bem como Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo.
Caso a ministra Carmen Lúcia não saiba, o Supremo não deve mandar recados pra ninguém, até porque, todo e qualquer questionamento aos abusos cometidos pelo judiciário não pode ser visto como agressão à Justiça.
Mais grave, entretanto, é a pregação de moralidade que se quer passar, e às ocultas sentar-se num restaurante com empresários e não se acanhar de falar acerca de casos que estão sub judice.
A presidente do Supremo Tribunal Federal esqueceu-se, inclusive, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que proíbe os juízes brasileiros de “manifestar, por meio de qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”.
Ao cabo, descobrimos que, ao contrário do que fala, os fatos recentes mostram que a postura da atual presidente do Supremo Tribunal Federal não condiz com cargo desempenhado.
Triste fim de mandato esse.

Eládio Fonseca – Advogado

Último artigo publicado: O reino da Tobolândia

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EDUCAÇÃO DE QUALIDADE EM BEZERROS? HÁ CONTROVÉRSIA!

O tema abordado no meu texto hoje é EDUCAÇÃO em BEZERROS. Dois pontos que conheço muito bem: Educação em geral e Educação na minha cidade especificamente. Fico refletindo sempre numa frase que é comum nos discursos políticos de quem usa esse tema para engradecer sua fala e firmar um compromisso com a Educação: “ QUEREMOS UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE! VAMOS CONSTRUIR JUNTOS UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!” No entanto, a prática é tão diferente do lindo discurso. Em Bezerros especificamente a Educação estar interligada com os interesses e nunca com a qualidade. É bom ressaltar que os interesses são diversos, de pequenos a grandes. Foi-se o tempo de pensar Educação como processo de construção contínuo para aprimorar essa qualidade que tanto buscamos. Hoje o que interessa é a conveniência e que levam as pessoas cometerem erros e atrasar sempre esse processo de construção de uma suposta EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. Ressaltando que essas atitudes não são exclusivas apenas de quem comanda a Educação. Infelizmente também estão inseridos todos os responsáveis por ela. Existe uma frase bárbara que sempre se usa num jogo de futebol: “TIME QUE ESTAR GANHANDO NÃO E SE MEXE!” Sabe que sempre deu certo? Raras as exceções! Poderíamos pensar assim na nossa Educação? Mas aqui em Bezerros as pessoas são descartáveis! Na Educação elas são substituídas sem nenhum pudor. Não interessa ser bom profissional, comprometer-se com a Educação para vê-la crescer Não interessa tudo o que foi feito para chegar aos índices de aprovação e resultados. O que interessa é realizar as conveniências que satisfaçam as pessoas e que elas possam ficar tão “felizinhas” que se tornem “parceiras” dos interesses comuns. Quando se pensa em EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, essas atitudes viram uma infeliz ideia.

Por Cristiane Soares -Professora

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A terra é nossa! Ocupe-a!

Luiza Melo, 20 anos, estudante de Terapia Ocupacional, UFPE. Feminista, atuante do Movimento Estudantil e em projetos sociais de Sapucarana-Bezerros-PE.

O ambiente o qual indivíduo pertence faz parte da sua construção enquanto ser, uma vez que o contexto influencia nas ocupações e nas rotinas sociais e culturais das pessoas. Dessa forma, toda terra ocupada deve ter uma função social para que a comunidade possa fazer uso efetivo do espaço onde mora.   Com efeito, podemos dizer que um dos principais direitos da pessoa humana é o direito à cidade, sendo garantido pela Lei 10.257, de 10 de julho de 2001 e que de forma macro ratifica o direito a terra, que é garantido desde a Constituição.

Para além disso, questiono quantas vezes você saiu na sua cidade tranquilamente caminhando sem ter que resolver algo ou ir para algum lugar? Quantas vezes você visitou as comunidades rurais da sua cidade? Não conhecemos a terra em que pisamos, a sua história, os seus potencializadores sociais e culturais. Na maior parte do tempo vivemos dentro de bolhas e invisibilizamos o nosso contexto, fechando os olhos para o que está ao nosso lado e isso é um aspecto que potência a despolitização, uma vez que nos deixa indiferentes aos problemas ao nosso redor, já que não os conhecemos.O grande educador Paulo Freire já dizia que antes de ler a palavra é necessário ler o mundo, sendo um ato necessário para compreender e modificar a realidade.

Dessa maneira, o sentimento de pertencimento potencializa o sentir-se responsável, logo estimula a participação social, cultural e política. Não falo de nacionalismo, mas sim de pertencimento ao mundo, nesse caso o mundo o qual estamos inseridos. Para atuar no mundo é preciso conhecê-lo, então, se me permite dar um conselho; pegue uma garrafa de água, passe protetor solar, coloque um sapato e vá dar um volta na sua cidade e nas comunidades rurais, converse com as pessoas nas calçadas, visite os espaços públicos, sente nas praças, conheça o que existe e cobre aos representantes o que falta. Você pode até achar que quem faz isso é desocupado, mas na verdade essa é uma forma efetiva de conhecer e ocupar a cidade, afinal ela é nossa. Do campo à cidade, do rural ao urbano, da capital ao interior, a terra é nossa! Ocupe-a!

Luiza Melo é estudante de Terapia Ocupacional, UFPE. Feminista, atuante do Movimento Estudantil e em projetos sociais de Sapucarana-Bezerros-PE.

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E você, quer correr no escuro?

Aos meus 15 anos de idade participei de minha primeira competição como corredor. Na ocasião fui convidado para integrar a equipe papa léguas nas competições das quais participávamos. Raramente ou quase nunca recebíamos incentivos por parte da prefeitura.
Passaram-se 15 anos e ao que me consta as coisas não avançaram muito.
No ano de 2016 formaram em nossa cidade o grupo corredores noturnos que aglutinava centenas de pessoas nas noites de terças e quintas feiras para percorrer ruas de nossa cidade correndo ou caminhando. Para além da importancia da saúde dos participantes, os corredores noturnos movimentavam e davam vida as nossas noites.
A atitude de Wilson e dos demais foi e é digna de aplausos infindos, mas parece que isso não despertou em nada a gestão municipal que disponibilizava apenas os guardas de trânsito para auxiliar nos percursos e nada mais.
Aquele movimento gritava por melhores condições para as praticas de corrida e pedestrianismo em nossa cidade. Era uma demanda que se apresentava e que urgia a necessidade de se despertar para sinalizar e iluminar melhor nossas vias (onde a maioria utiliza), bem como de se atentar para a viabilização de espaços para estas práticas. E o que foi feito? NADA!
Os corredores tiveram uma diminuição nas participações, mas resistem de forma brava. Grupos de ciclistas surgiram, mas são acometidos pelos mesmos problemas: escuridão total e desrespeito com o esporte, que alias em bezerros parece contemplar apenas as praticas tradicionais.
Skatistas não tem lugar pra rolar de skate. As vias locais escuras não são propicias aos que dela precisam para correr ou caminhar. E enquanto isso a prefeitura dorme no ponto há mais de uma década negligenciando uma reforma no parque poliesportivo.
Total desrespeito com nossos desportistas e uma acomodação da gestão municipal, que conta com 2 deputados bem votados aqui e um governador,mas prefere justificar tudo em cima de uma crise a se mover e correr atrás.
Finalizo parabenizando os próprios atletas que se unem e criam as próprias condições de realizar eventos e promover o esporte em nossa cidade e que fazem mais do que a própria gestão.

Mikhail Gorbachiov é Cientista Social pela UFPE

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NOVA LEI DE TRÂNSITO. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. AUMENTO DE PENA

No dia 19.12.2017 foi sancionada pelo Presidente da República a Lei nº 13.536, de 19.12.2017, publicada no Diário Oficial de 20.12.2017, a qual entrará em vigor depois de decorridos 120 dias da sua publicação.

Referida Lei elevou substancialmente as penas dos crimes de trânsito de “homicídio culposo” e de “lesão corporal culposa”, bem como alterou – também substancialmente – o regime de cumprimento inicial dessas penas, quando praticados por condutores de veículos automotores sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

De acordo com a nova regra de trânsito, a pena para o crime de homicídio culposo passou de 2 a 4 anos de detenção para 5 a 8 anos de reclusão e a de lesão corporal culposa passou de 6 meses a 2 anos de detenção para 2 a 5 anos de reclusão.

Isso representa séria consequência para o motorista autor do crime, a começar pela mudança do regimente de cumprimento inicial da pena (que passou, relembre-se, de detenção para a de reclusão).

No regime de detenção, aplicável aos autores de crimes mais leves, o condenado fica em regime semiaberto (fica detido à noite, mas durante o dia pode sair da prisão para trabalhar e fazer cursos) ou no regime aberto (pode trabalhar, frequentar cursos ou exercer qualquer outra atividade autorizada durante o dia fora da prisão e recolher-se à noite em casa de albergado ou na própria casa).

Já no regime de reclusão, aplicável aos crimes considerados mais graves, o condenado, regra geral, começa a cumprir a pena em um sistema fechado, permanecendo todos os dias na unidade prisional (muito embora o juiz possa determinar em casos justificados e especiais que o regime de cumprimento inicial da pena seja o semiaberto).

Além da alteração do regime de cumprimento inicial da pena, a nova lei também elevou o tempo da condenação, e, no caso de homicídio culposo, cuja pena mínima é de cinco anos, há inibição/impossibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em prestação de serviço, o que significa dizer que o condenado ficará preso em regime (prisional) fechado (ou, se deferido pelo juiz, no regime semiaberto).

Portando, resta claro que direção e bebida não combinam, e, neste ponto, faz-se necessário o alerta para todos sobre a gravidade dessa questão…

Último artigo publicado:BANCO DO BRASIL. A AGÊNCIA DE BEZERROS SE MANTERÁ? TUDO INDICA QUE SIM

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Da indignação, do protesto e da necessidade de políticos comprometidos

Há duas semanas, os moradores de Sapucarana demonstraram sua indignação através de um protesto que interditou a BR-232 nas imediações de Encruzilhada de São João. A motivação do ato fora a falta de abastecimento na comunidade que se delongava por mais de três semanas.

O fato causou certa polêmica nas redes sociais, e insatisfação em muitos que, talvez por não entenderem a negligência com a qual a comunidade é tratada, não só com água, mas também com a lendária promessa de uma PE que passaria pela comunidade ligando-a a Camocim e a 232, fizeram uso de falas revoltosas.

O mais triste é poder ter observado que 3 dos nossos vereadores usaram a tribuna da câmara para externar falas de depreciação e taxação pejorativa do movimento. Como legisladores deveriam no mínimo fazer o papel de casa e estar de olho atento para que as negligências não ocorressem em nenhuma parte do município. Mas ao que parece passa longe dos nobres senhores o dever de legislar e de saber o que é e o que não é legítimo.

Cabe aqui ressaltar que a constituição federal garante o direito de protesto pela combinação de três direitos elencados no artigo 5º, são eles: liberdade de expressão; liberdade de reunião e liberdade de associação. Portanto o protesto foi e é legitimo.

A forma de protestar é uma alternativa de mostrar a indignação de um coletivo perante a desmandos, descasos, negligências e afins, e neste caso só estava evidenciando um problema que não mais suportava ficar no anonimato do trato político, uma vez que a comunidade há mais de 20 anos elege vereadores locais que mais parecem legislar em causa própria do que em prol da mesma. Isso pode ser evidenciado na questão do abastecimento; na questão da PE; da não realização de eventos tradicionais da comunidade e outros que nada melhor que os próprios sapucaranenses para expressar. Talvez o protesto sequer tivesse ocorrido se as partes envolvidas tivessem honrado com o que se prestam, e isso vai do vereador ao governador do Estado.

Isso também nos faz pensar na urgente necessidade de Bezerros ter um deputado estadual de casa, para que se lute por nossa gente esquecida, e dar um basta na eleição de deputados que tiram nossa água e nada fazem por problemas gritantes que nosso município enfrenta.

Os manifestantes de Sapucarana estão de Parabéns. O protesto surtiu efeito e a comunidade espera agora os resultados. Que venham mais protestos em nossa cidade, pois acredito que só assim as coisas andem e saiam do fantástico mundo da imaginação e do esquecimento.

Mikhail Gorbachiov é Cientista Social pela UFPE

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“Não consegue articular uma banda para o grito do carnaval do Papangu? Como assim? É sério? “

Permitam-me usar um título do poema de Carlos Drummond de Andrade : “E agora José?” para intitular meu texto hoje adaptando à minha cidade. Esse é o tamanho da minha indignação com tanto descaso com nossa população. É impressionante como nós paramos no tempo. A sensação que tenho é que estamos assistindo pela janela o atraso de Bezerros. Como uma cidade que tem as seguintes referências: MELHOR CARNAVAL DO AGRESTE A TERRA DO PAPANGU A TERRA DOS BOLOS E DOCES, A TERRA DA CULTURA, A TERRA DO ARTESANATO, REFERÊNCIA NA EDUCAÇÃO, A TERRA DA RELIGIOSIDADE e etc… Não consegue articular uma banda para o grito do carnaval do Papangu? Como assim? É sério? Eu escuto mas insisto em não acreditar. Gestores públicos de nossa cidade façam-nos o favor de RESPEITAR nossa terra e nossa gente. Nem precisa procurar tanto, nossa cidade é também recheada de grandes talentos como LADY FALCAO , Serginho Brayner e tantos outros que também disponibiliza-se a contribuir com esse evento de todas as formas possíveis para não deixar nossa tradicional abertura do GRITO DE CARNAVAL apagar. Não é possível que nenhum patrocínio se tenha acesso para manter o que em Bezerros é tradição. NÃO FALTAM RECURSOS! O QUE FALTA É AMOR POR BEZERROS! Espero mesmo que tudo isso seja repensado seriamente de tal forma que levem a todos os responsáveis por nossa cidade ( legislativo e executivo) a unir forças políticas para articular as devidas possibilidade desse evento acontecer. Eu ainda acredito na coerência da gestão pública de saber que não há condição deixar de realizar esse evento. SOMOS MAIS DO QE ISSO! SOMOS REFERÊNCIA PARA PERNAMBUCO! PORTANTO REPRESENTANTES POLÍTTICOS DE NOSSA CIDADE, TRABALHEM!

Por Cristiane Soares

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Mais EDUCAÇÃO com a Educação, por gentileza! 

Um acontecimento recentes em nossa cidade merece uma certa reflexão de como estamos caminhando mal e algo é extremamente necessário e urgente de ser feito para que as coisas não tomem rumos piores com o passar do tempo. 

O primeiro deles foi a atitude grosseira da gestora do Colégio Municipal Desembargador Felismino Guedes, que durante a aplicação de uma prova numa turma do 9° ano, rasgou as provas elaboradas pelo professor diante de toda a turma e do mesmo, porque não concordava que a prova viesse a ser feita em dupla. Um ato repudiante como este não corresponde em nada com o papel de um gestor de educação, simboliza antes de tudo um total desrespeito com o árduo trabalho de um profissional da educação e fere amplamente todos os princípios educacionais, bem como o processo ensino-aprendizagem, que segundo nossa LDB e o PNE (Plano Nacional da Educação) deve ser mediado pelos atores diretamente envolvidos, neste caso: o professor e o aluno. 

Vale salientar que o professor tem autonomia para diagnosticar as fragilidades e potencialidades de seus alunos, bem como de poder decidir e acordar com os mesmos o tipo de avaliação a ser aplicada, uma vez que passa por ele o direto contato e o diagnóstico da turma. Essa atitude da gestora é um ato de violência simbólica direta aos mestres da educação e uma total desvalorização e desmerecimento dos agentes envolvidos. Atitudes como estas não cabem mais em um mundo moderno que necessita de mais plasticidade em suas relações e mais dinamismo para avançarmos cada vez mais. O tempo da escolástica e do autoritarismo já passou, mas ainda temos resquícios que precisam ser tratados. 

Cabe agora aguardar os dias e torcer para que as arbitrariedades sejam devidamente tratadas, uma vez que a gestão já está ciente do acontecido. 

Mikhail Gorbachiov é Cientista Social pela UFPE

Último artigo publicado:Galera… Amanhã é dia de vocês prestarem o exame, que possibilita o ingresso a universidade.

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